Oct 21, 2026 · 45 min · 9 segments
Juntem-se à nossa discussão sobre “Shadows of Forgotten Ancestors”, um filme frenético de Sergei Parajanov. Discutimos a narrativa tipo Romeu e Julieta; a intensidade dos movimentos de câmara, e que…
Veio-me à cabeça imediatamente filmes tipo do Malik, devido ao trabalho de câmara, estes movimentos constantes.
A um certo ponto, tipo, viste um filme meu e disseste: "Ah, isso parece bué Malik." Então, associei que tu associavas certas coisas ao Malik.
Então quando vi este filme pensei: "He's gonna say this." Mas, ou seja, eu vejo o filme e também vejo isso de certa forma, é...
Portanto, são, são realizadores que depois acabaram por influenciar Malik, entre outros, não é? Não é o único que faz este tipo de, de planos e câmaras pecadas e tudo mais, mas, mas achei interessante porque realmente não, não sabia como é que seria o, o trabalho de câmara deste filme.
E então foi surpreendente ser assim tão "in your face", tão, tão cru, tão dentro da, da floresta, tão dentro das estradas, dos passeios, da, perante as pessoas.
Foi, foi bastante interessante ver esse lado muito, muito próximo, muito íntimo.
É assim tipo constantemente a atirar-te com, com cores e os amarelos das fogueiras e das roupas.
É, eu vi o filme ontem.
Honestamente, tava um bocado com dor de cabeça.
Por isso não é um filme muito [riso] que não ajuda nesse sentido, mas eu gostei, eu gostei do filme.
Gostei de, acho que quando o rever vou gostar mais ainda.
E é interessante porque eu vi primeiro a cor, The Color of Pomegranate, por comparação, não é? Aquele filme é muito estático, quando este aqui é câmera frenética a andar, tu viste, sentes a presença do, do operador de câmera a passar por baixo dos cadotes e depois a sentar-se tipo a filmar as pessoas, sentes bué a câmera a mexer-se.
Aqui não é, é o contrário.
Há planos longos, mas sentes, é, sentes o movimento, sentes constantemente a presença da, da imagem.
É uma diferente, uma tentativa diferente de te puxar pra dentro do filme, não é tanto pra te hipnotizar e de te embalar, é de, tipo, de te abanar os braços e de "ah" [riso].
Eu gostei deste filme, porque há uma, uma história mais ou menos que, que tu reconheces, mesmo que seja contada de uma forma, é, mais abrasiva.
Há aqui uma espécie de Romeu e Julieta que é reconhecível, por isso há, tipo, há uma base sólida em que depois é, é mais fácil de seguir este filme do que o outro que vamos falar a seguir.
Gostei, tem muitas coisas interessantes na, visualmente.
Veio-me à cabeça imediatamente filmes tipo do Malik, devido ao trabalho de câmara, estes movimentos constantes.
A um certo ponto, tipo, viste um filme meu e disseste: "Ah, isso parece bué Malik." Então, associei que tu associavas certas coisas ao Malik.
Então quando vi este filme pensei: "He's gonna say this." Mas, ou seja, eu vejo o filme e também vejo isso de certa forma, é...
Portanto, são, são realizadores que depois acabaram por influenciar Malik, entre outros, não é? Não é o único que faz este tipo de, de planos e câmaras pecadas e tudo mais, mas, mas achei interessante porque realmente não, não sabia como é que seria o, o trabalho de câmara deste filme.
E então foi surpreendente ser assim tão "in your face", tão, tão cru, tão dentro da, da floresta, tão dentro das estradas, dos passeios, da, perante as pessoas.
Foi, foi bastante interessante ver esse lado muito, muito próximo, muito íntimo.
É assim tipo constantemente a atirar-te com, com cores e os amarelos das fogueiras e das roupas.
É, eu vi o filme ontem.
Honestamente, tava um bocado com dor de cabeça.
Por isso não é um filme muito [riso] que não ajuda nesse sentido, mas eu gostei, eu gostei do filme.
Gostei de, acho que quando o rever vou gostar mais ainda.
E é interessante porque eu vi primeiro a cor, The Color of Pomegranate, por comparação, não é? Aquele filme é muito estático, quando este aqui é câmera frenética a andar, tu viste, sentes a presença do, do operador de câmera a passar por baixo dos cadotes e depois a sentar-se tipo a filmar as pessoas, sentes bué a câmera a mexer-se.
Aqui não é, é o contrário.
Há planos longos, mas sentes, é, sentes o movimento, sentes constantemente a presença da, da imagem.
É uma diferente, uma tentativa diferente de te puxar pra dentro do filme, não é tanto pra te hipnotizar e de te embalar, é de, tipo, de te abanar os braços e de "ah" [riso].
Eu gostei deste filme, porque há uma, uma história mais ou menos que, que tu reconheces, mesmo que seja contada de uma forma, é, mais abrasiva.
Há aqui uma espécie de Romeu e Julieta que é reconhecível, por isso há, tipo, há uma base sólida em que depois é, é mais fácil de seguir este filme do que o outro que vamos falar a seguir.
Gostei, tem muitas coisas interessantes na, visualmente.
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