Oct 27, 2026 · 11 min · 7 segments
Sexta-feira e sábado vão ser os dias mais quentes da semana: por causa do aquecimento adiabático. Será que descobriram a data precisa em que Van Gogh pintou “O Céu Estrelado”? See…
Filomena MartinsQuente e Frio HostHost
Um dos fenómenos que conquistamos esta semana quente, esta última semana de outubro quente, é bom imaginarmos uma bomba daquelas de encher os pneus das bicicletas, em que a gente tinha de fazer assim para aquilo aquecer, dar para trás e para a frente.

Quando comprometemos o ar dentro dessa bomba, estamos a apertá-lo num espaço cada vez mais pequeno.

E se fizermos isso depressa, com força, podemos até sentir que a bomba fica quente, que aquele metal da bomba ou o plástico fica quente.

E quando uma massa de ar desce, vai encontrando uma pressão atmosférica cada vez maior.

O mais curioso disto é que aqui não precisa de receber qualquer calor diretamente do Sol para acontecer.

O próprio processo dessa compressão provoca esse aquecimento e na meteorologia tem um nome, chama-se aquecimento adiabático.

O nome pode parecer muito complicado, não é, é a ideia, é muito simples, é o ar aquece porque é comprimido sem precisar de receber o tal calor exterior.

No caso do ar não estar saturado, aproximadamente 1 grau por cada 100 metros de descida do ar.

Ou seja, se uma parcela de ar descer mil metros, portanto um quilómetro, pode aquecer-se cerca de 10 graus durante esse percurso.

Claro que na atmosfera real há vários processos a acontecer ao mesmo tempo.

O ar mistura-se com outras massas de ar, pode trocar e perder calor com o ambiente e nem sempre desce de forma contínua, nem para aí abaixo.

Por isso, esta regra não significa que a temperatura à superfície aumente automaticamente 10 graus se descer esses milímetros.

Mas é um mecanismo fundamental para compreender o tempo que estamos a sentir.

É também um dos processos que ajudam a explicar a razão, porque em determinadas situações anticiclónicas, como esta de agora, podemos ter temperaturas elevadas mesmo em pleno outono e às vezes até no inverno.

Nos anticiclónicos, o ar tende a descer lentamente e ao descer aquece e a sua umidade relativa também diminui, o que dificulta depois a formação de nuvens e, como as nuvens crescem, A radiação solar chega cá mais depressa e contribui, provavelmente, também das temperaturas.

Um dos fenómenos que conquistamos esta semana quente, esta última semana de outubro quente, é bom imaginarmos uma bomba daquelas de encher os pneus das bicicletas, em que a gente tinha de fazer assim para aquilo aquecer, dar para trás e para a frente.

Quando comprometemos o ar dentro dessa bomba, estamos a apertá-lo num espaço cada vez mais pequeno.

E se fizermos isso depressa, com força, podemos até sentir que a bomba fica quente, que aquele metal da bomba ou o plástico fica quente.

E quando uma massa de ar desce, vai encontrando uma pressão atmosférica cada vez maior.

O mais curioso disto é que aqui não precisa de receber qualquer calor diretamente do Sol para acontecer.

O próprio processo dessa compressão provoca esse aquecimento e na meteorologia tem um nome, chama-se aquecimento adiabático.

O nome pode parecer muito complicado, não é, é a ideia, é muito simples, é o ar aquece porque é comprimido sem precisar de receber o tal calor exterior.

No caso do ar não estar saturado, aproximadamente 1 grau por cada 100 metros de descida do ar.

Ou seja, se uma parcela de ar descer mil metros, portanto um quilómetro, pode aquecer-se cerca de 10 graus durante esse percurso.

Claro que na atmosfera real há vários processos a acontecer ao mesmo tempo.

O ar mistura-se com outras massas de ar, pode trocar e perder calor com o ambiente e nem sempre desce de forma contínua, nem para aí abaixo.

Por isso, esta regra não significa que a temperatura à superfície aumente automaticamente 10 graus se descer esses milímetros.

Mas é um mecanismo fundamental para compreender o tempo que estamos a sentir.

É também um dos processos que ajudam a explicar a razão, porque em determinadas situações anticiclónicas, como esta de agora, podemos ter temperaturas elevadas mesmo em pleno outono e às vezes até no inverno.

Nos anticiclónicos, o ar tende a descer lentamente e ao descer aquece e a sua umidade relativa também diminui, o que dificulta depois a formação de nuvens e, como as nuvens crescem, A radiação solar chega cá mais depressa e contribui, provavelmente, também das temperaturas.
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